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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Hospital "Francisco Ribeiro Arantes" | Programa Hábitos Saudáveis | SES/SP: Sobre a Unidade



A Colônia Asilo Pirapitingui,no caminho entre Itu e Sorocaba, ganhou a algum tempo o nome de Hospital Dr. Francisco Ribeiro Arantes. Quem pensa encontrar um hospital nos modelos atuais, precisa voltar no tempo e conhecer a história de um dos maiores leprosários do Brasil.  A entrada pela portaria no quilometro 63 da Rodovia Waldomiro Correia de Camargo, apresenta uma cidade com prédios em ruínas o que dá indícios de uma longa história de segregação vivida desde a década de 30. Andando pelas ruas arborizadas, há impressão que se tem é de estar em uma cidade do interior, tal a calma e tranquilidade, logo se vê casas bigeminadas, com antenas parabólicas, que abrigam hoje várias famílias. Algumas edificações maiores indicam que naquela cidade, ainda há tratamento para seus doentes. Uma comissão, constituída em 19 de abril de 1929 e integrada pelos prefeitos, de Campinas, Orozimbo Maia (presidente),de Jundiaí, Waldomiro Lobo ( secretario)e de Sorocaba, João Machado de Araújo(tesoureiro), adquiriu, em 06 de Novembro de 1929 no bairro de Tapera Grande,
dois sítios no  total  de 136,60 Alqueires (cerca de 330 Hectares) ,para erguer um leprosário no local por intermédio da Diretoria de Terras e Colonização do Governo do Estado de São Paulo, em 1931 foram  construídas 60 casas de madeira como medida emergencial. Ações como esta cresciam no Brasil da época com objetivo de proteger a “população sadia”.

Pelo decreto Nº 5965 de 30 de junho, o Asilo Colônia foi oficialmente inaugurado em outubro de 1937, sob direção do médico Manoel de Abreu.
Atualmente, o HFRA é de referência asilar para o Estado de São Paulo, para egressos, e que também atende exclusivamente a população interna. Os usuários dos serviços públicos de saúde de outros municípios se beneficiam de serviços prestados em prédios, que foram cedidos para implantação de Ambulatório de especialidades o AME, outro prédio no conglomerado é o CEDEME, que atende portadores de deficiência mental.
História da hanseníase.
1873: Dr. Armauer Hansen da Noruega foi o primeiro a ver o germe da lepra sob um microscópio. Esta foi uma descoberta revolucionária. A evidência é clara: a hanseníase é causada por um germe (Mycobacterium leprae). Não era hereditária, uma maldição, ou do pecado. Por causa do trabalho do Dr. Hansen, a hanseníase é também chamada de doença de Hansen.

Século 20: A partir do início de 1900 até final de 1940, os médicos de hanseníase na África, Ásia, Extremo Oriente, América do Sul e em outros lugares injetavam nos pacientes óleos da Chaulmoogra porca. Este tratamento doloroso parecia funcionar para alguns pacientes. No entanto, os benefícios em longo prazo eram questionáveis.
1931: Em Itu estado de São Paulo, é construído em caráter de urgência sessenta casas, para abrigar os doentes da região.
1941: Foi introduzido o Promin para o tratamento da hanseníase em "Carville," pelo Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos em Louisiana. Também muito doloroso e exigia muitas injeções.
1950: Dr. R.G. Cochrane foi um pioneiro no uso de pílulas Dapsona que se tornou o tratamento de escolha durante a década de 1950. Porém o bacilo começou a desenvolver resistência.
1970: Teste com drogas na ilha de Malta nos anos 1970 levou a uma combinação eficaz de medicamentos para o tratamento da hanseníase.
1981: A Organização Mundial de Saúde passou a recomendar a terapia multidroga, ou MDT. As três drogas, tomadas em conjunto, são a Dapsona, a Rifampicina e Clofazimina. O tratamento demora de seis meses a um ano ou mais, dependendo do diagnóstico.
1982: Missões Americanas da Hanseníase foram as pioneiras no uso de terapia multidroga. Desde então, milhões de pessoas foram curadas da lepra com MDT.
1996: a lei japonesa que exigia o isolamento de pacientes com hanseníase é finalmente abolida.
Século 21 - A longa luta ainda não acabou
2002: American Leprosy Missions em parceria com o Instituto de Pesquisa de Doenças Infecciosas para desenvolvimento de uma vacina contra lepra.
2015: A cada dois minutos, alguém ao redor do mundo ainda contrai hanseníase. Mesmo que seja curável com poli quimioterapia, crianças, homens e mulheres, necessitam de diagnóstico precoce, tratamento adequado e vacina.

Estatísticas da hanseníase:
106 países relataram  casos novos  de hanseníase em 2015; Não foram recebidos dados de alguns países endêmicos de hanseníase.
Quatro milhões de pessoas têm deficiências como resultado da lepra.
14 países da África, Ásia e América do Sul representaram 95% de todos os novos casos de lepra detectados em todo o mundo.
Índia, Brasil e Indonésia relataram novos  casos de hanseníase em 2015.

Vacina contra a hanseníase:
American Leprosy Missions está empenhada em trazer um fim para a hanseniase, desenvolvendo uma vacina  que irá parar essa terrível doença antes mesmo de começar.
Assim, em 2002, a American Leprosy Missions iniciou uma parceria com o Instituto de Pesquisa de Doenças Infecciosas (IDRI) em Seattle, Washington.
Este investimento de 15 anos e US $ 5,1 milhões resultou em uma vacina que agora          está pronta para testes de segurança clínica em Fase I em voluntários humanos saudáveis
.Uma vacina eficaz irá limitar a infecção, prevenir doenças e reduzir a transmissão.
A vacina contra a hanseníase foi desenvolvida e fabricada. Agora está pronta para o ensaio clínico da Fase I.
Esta é a primeira vacina específica para a hanseníase para passar por testes clínicos de Fase I.
Acreditamos que esta vacina será uma nova maneira de parar a transmissão da hanseníase e a única maneira de proteger as pessoas da doença a lo ngo prazo.
A vacina esta pronta aguarda  e apenas para  ser testada.
Outono de 2017: início do ensaio clínico de Fase I
Verão 2018: Possível início do ensaio clínico de Fase II em um país endêmico
Verão 2019: Ensaio clínico completo de Fase I
Texto:Eli Reis Yoshida
Fonte:WWW.leprosy.org






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